Já faz cinco dias que não twittei e até desinstalei o X do meu telefone. A razão é que o Vibe Coding do Claude Code quase me deixou à beira de um colapso. Nos últimos dois meses, quase todo o meu tempo foi dedicado a isso. Seja em projetos pessoais ou de trabalho, cheguei a correr três projetos ao mesmo tempo, alternando sem parar por doze horas durante sete dias. Alguém me perguntou como consigo me esforçar tanto, e eu disse: o Vibe Coding me faz sentir como um super-homem, o código está sempre à disposição, a eficiência é absurda. Mas a verdade é que esse "superpoder" não vem sem custo. A primeira armadilha é que eu não consigo escapar desse "pesadelo" de codificação nem mesmo durante o tempo de descanso. Até antes de dormir, minha mente ainda está presa em lógicas de código. Meu corpo e mente começaram a dar sinais de alerta, o cansaço se acumulou a ponto de ser impossível ignorar. A segunda armadilha é que eu me tornei excessivamente dependente do Vibe Coding, acreditando que ele poderia resolver tudo. Uma vez, quando um campo de dados de transação apresentou anomalias, minha primeira reação foi pedir ao Claude para me ajudar a analisar. Mas ele me deu um monte de trechos de código, analisou por um bom tempo, mas não chegou à raiz do problema. Por fim, deixei a máquina de lado e voltei ao método mais primitivo de investigação — rastreando manualmente a cadeia de chamadas do front-end, passo a passo, até encontrar o problema. Acabei descobrindo que era apenas um erro de configuração simples. Essa experiência me fez entender que, por mais poderosas que sejam as ferramentas, elas são, em última análise, um suporte por trás do ser humano. Não devemos ser dominados pelas ferramentas, mas sim dominá-las. A verdadeira essência da tecnologia é usar a mente para resolver problemas, e não depender cegamente. Portanto, nos últimos dias, desinstalei o X e desconectei-me do fluxo de informações, apenas para dar a mim mesmo um espaço para repensar, descansar e crescer. Reconhecer corretamente o valor e as limitações das ferramentas, e não ser sequestrado por elas, é o que nos permite ser um verdadeiro dev/researcher livre.
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