🔴 O comandante-chefe das Forças Armadas do Sudão, Abdel Fattah al-Burhan, fez um discurso alarmante hoje, afirmando que a chamada "Guerra da Dignidade" continuará até que a rebelião seja eliminada, juntamente com todos os apoiantes da milícia, de acordo com declarações partilhadas pelo porta-voz oficial do exército. ➤ al-Burhan também pediu unidade e consenso entre os diversos componentes sociais e políticos do Sudão. ➤ Ele disse que a guerra continuará até que as Forças de Apoio Rápido apoiadas pelos EAU e aqueles que apoiam a milícia sejam "eliminados". Enquanto as RSF têm sido responsáveis por massacres de limpeza étnica em massa, as SAF também cometeram atrocidades generalizadas contra civis ao longo da guerra, e essa retórica sinaliza que tal violência é provável que continue. ➤ Ele disse que a liderança permanece comprometida com as demandas do povo, acrescentando que os sudaneses não aceitarão injustiça ou "soluções impostas". Isso indica que al-Burhan não está a mover-se em direção a um cessar-fogo, mas a preparar-se para uma escalada à medida que os combates intensos continuam na região central de Kordofan. Isso ocorre enquanto o exército alinha novo apoio externo, incluindo um acordo de armas recentemente reportado em andamento com o Paquistão e um novo esforço diplomático com a Turquia, Arábia Saudita e Egito — numa guerra que se arrasta por mais de 1.000 dias, matou até 400.000 pessoas e deslocou mais de 13 milhões.