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As partes do mundo onde a peste nunca desapareceu
Para a maioria das pessoas, a peste pertence à história medieval. No século XIV, ela devastou a Europa, o Oriente Médio e o Norte da África, matando uma estimativa de 75 a 200 milhões de pessoas. As vítimas desenvolviam febre súbita, vômitos e gânglios linfáticos inchados que se tornavam negros e dolorosos. Em muitos surtos, um terço ou mais dos infectados morria em poucos dias.
O que se seguiu não foi o desaparecimento, mas a retirada. À medida que a sanitação melhorou e as cidades mudaram, a peste desapareceu da vida humana diária, mas sobreviveu em animais. Os roedores tornaram-se seus hospedeiros de longo prazo, com pulgas transportando a bactéria entre as populações, permitindo que a doença persistisse sem surtos humanos constantes.
Em 1998, esse padrão oculto ainda estava firmemente estabelecido. A peste continuava a circular na vida selvagem em partes do oeste dos Estados Unidos, Ásia Central, África e América do Sul. Essa mesma estrutura permanece hoje. Os casos humanos agora são raros e geralmente tratáveis, mas a doença em si nunca foi erradicada. O mapa mostra onde a peste persistiu muito depois de ter deixado de moldar as manchetes da história.

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